Castidade é anacronismo?

        O símbolo da virgindade com o passar dos tempos foi reduzido ao simples: não ter ato sexual. Isso foi depravado pelo materialismo, pelo nominalismo e pelo próprio protestantismo. É necessário resgatar o real símbolo da castidade, que é seu sentido mais católico, a Virgem Maria. A mais bela das mulheres foi a Virgem Maria, símbolo da mais pura castidade. A virgindade é a renúncia do “Eu” pelo Maior. No sentido de que, existe uma busca pelo mais elevado e a renúncia de minha carne. Não resistir a pequenos desejos nos coloca ao lado de animais. Perceba que a renúncia aos vícios é benéfica ao homem e o aproveitar dos desejos é maléfica ao próprio homem. Por esses motivos, a Virgem Maria é o símbolo de sacrifício. A simplificação do simples: ”Não praticar”, empobrece o todo sentido metafísico/ teológico.

        A castidade é o abster de qualquer ato sexual, é visível que em uma época tão doente isso pareça absurdo. O silogismo consiste no tal ato: “Celibato é sacrifício e sacrifício é amor”, pois ao abster-se da carne, faço uma devoção ao mais elevado dos seres. O ato de ser casto guarda o poder do autocontrole, do domínio. Os casamentos atuais, muitas das vezes, são seguidos de um namoro repleto de fornicação. O problema é quando isso é cultural, o desejo do ato antes do casamento se popularizou de tal forma que tornou-se um absurdo a relação pois casamento. a sociedade cultua a escravidão sexual da pior forma possível, achando que somente dessa forma se criará seres humanos sadios. Reduzindo o humano a animais. Percebe-se que o mundo está doente quando o ato sexual deixa de ser uma dádiva, para ser um objetivo. As pessoas abandonam Deus em busca de uma felicidade, negando-se ao envelhecimento, porque é nítido: quando envelhecemos, as paixões se acalmam, as fantasias e sensibilidades são menos excitadas, a razão é menos perturbada, menos obscurecida pela imundície deste mundo ateu/pagão! Quem assim vive, não passa de um animal. Onde seu objetivo na vida, em ultima instancia, é o sexo.

     O maior problema disso se encontra no culto à juventude, nitidamente, todo pensamento revolucionário é um aspecto da negação do seu pai político ou filosófico. Como comenta o Professor: o culto a juventude foi o preparo para a produção as piores ideologias, como nazismo, fascismo, islamismo.” Em última instância, a negação da castidade é um símbolo do rebelde, reflexo do culto aos jovens. O delírio atual é o riso satânico de nossa destruição. Ao se achar no direito de destruir o sacro, mudando a verdade, e colocando pedaços da verdade de um lado pro outro para sustentar a dúvida velada de afirmação, arranhando Tao - usando a referência do C. S. Lewis - que de fora tentando mudar o que está dentro.