
Não é novidade que muitas falácias são lançadas contra a Igreja Católica. Contudo, diante do atual contexto político e midiático, torna-se necessário — ainda que desgastante — reafirmar o óbvio. Este texto propõe-se a responder algumas acusações mesquinhas feitas por certos grupos ideológicos ao honorável Papa Leão XIV, as quais serão analisadas a seguir.
1. Sobre o “papa americano” e Trump:
Olhar para um conclave com os óculos da política bipolar é não entender nem a Igreja nem o Espírito Santo. O fato do novo Papa ser cidadão americano — ainda que natural do Peru — nada significa em si mesmo. No entanto, assim que o anúncio é feito, certos setores ideológicos já se apressam em fazer conexões com figuras como Trump, como se tudo fosse parte de um teatro geopolítico.
Ora, Trump nunca demonstrou interesse real pela fé católica. Sua família é protestante, e ele oscilou entre o pragmatismo político e simbolismos religiosos vazios. Os Estados Unidos são, em sua esmagadora maioria, protestantes ou secularizados. Por que, então, esse súbito interesse católico? Simples: não é interesse, é apenas estratégia de guerra cultural, tentando deslegitimar a autoridade do Papa com base em culpa por associação.
A Igreja não é extensão de partido algum — nem da direita americana, nem da esquerda globalista.
2. Sobre a fala do Papa sobre a família:
O 'escândalo' provocado pela afirmação de que 'a família é formada por homem e mulher' revela não uma novidade, mas uma amnésia coletiva — ou uma má-fé deliberada. Essa é a doutrina constante da Igreja, há mais de dois mil anos. Nenhum Papa, por mais carismático ou impopular que seja, tem poder para mudar verdades que são alicerces da Revelação.
A pergunta que sempre fica é: por que tamanha indignação diante daquilo que a Igreja sempre ensinou? Talvez porque, no fundo, o mundo moderno quer moldar a Igreja à sua imagem — e não o contrário. O problema, para essas pessoas, não é o conteúdo da fé, mas o fato de que a Igreja ousa ter fé.
3. O papado e o mundo moderno:
O Papa é, talvez, o maior escândalo para o mundo moderno. Ser católico, hoje, é — em bom tom — uma quebra da “matrix”. Vivemos numa sociedade que teme o dogma, mas não percebe que ele é, paradoxalmente, a âncora que impede o naufrágio moral.
Criticam a Igreja por seu suposto excesso de regras, mas não percebem que vivem sob mais leis do que jamais imaginaram: leis invisíveis, ditadas por algoritmos, modismos e ideologias. Criaram um mundo onde tudo é permitido — e fizeram disso a nova carta magna de uma sociedade delirante, perdida no círculo de latência.
Conclusão:
Finalizo com esta belíssima citação:
“Chegará o dia em que teremos que provar ao mundo que a grama é verde.” - G.K. Chesterton